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Oficina capacita portadores de Síndrome de Down ao mercado de trabalho

AIDD oferece oficinas às pessoas com Síndrome de Down com atividades que simulam situações no ambiente de trabalho

06 Dez. 2018 às 10:48

As dificuldades de inclusão social, principalmente no ambiente de trabalho, de pessoas portadoras de Síndrome de Down passam desde o medo e insegurança dos familiares até obstáculos enfrentados como dicção, motoras, entre outros fatores. A Associação Integrada do Desenvolvimento do Down (AIDD) oportuniza aos seus alunos oficinas de capacitação para o mercado de trabalho, com atividades interativas que simulam situações em um ambiente de trabalho, sejam em grupo ou de forma individual.

A cada 15 dias, é realizada na sede da entidade a oficina, ministrada de forma voluntária pelo educador financeiro Ricardo Prestes Fontoura, com um grupo de jovens portadores de Síndrome de Down. Aproximadamente 10 pessoas participam das atividades, entre os 14 aos 34 anos de idade. “Começamos a trabalhar a parte comportamental deles. Que tipo de atitude eles deveriam ter no ambiente de trabalho, desde a questão verbal como o tratamento físico, a questão de hierarquia, que a pessoa que estará treinando eles para ajudar a chegarem a um nível desejado, que é cumprir determinada tarefa”, explica Ricardo. 

Na oficina, os jovens são desafiados a praticarem situações do cotidiano em um ambiente de trabalho, bem como incentivando o trabalho em equipe em diversas ocasiões. “Fazemos simulações de ambiente de trabalho, no administrativo, no secretariado, na parte do comércio, atendente, orientador de clientes. Explicamos também que nem sempre eles vão trabalhar primeiramente no que sonham trabalhar. Existem passos para atingir os objetivos deles. Alguns deles querem ser modelos, outro músico, outra quer ser dona de uma cafeteria”, exemplifica o voluntário. 


A forte resistência familiar e a falta de preparação do ambiente de trabalho para incluir pessoas com algum tipo de deficiência são os principais desafios enfrentados hoje por eles. De acordo com o educador financeiro, é preciso uma integração entre os pais e o ambiente de trabalho. Ambos necessitam estar em sintonia para que o portador de Síndrome de Down possa evoluir em suas determinadas tarefas. “Eu enxergo esse desafio como uma oportunidade de ambos os lados trabalharem juntos. Por parte dos pais eles entenderem que são pessoas, e que eles vão lidar com diversos tipos de pessoas. A diferença é preparar esses jovens para isso, preparar o ambiente de trabalho, existir uma integração e uma preparação entre os pais e o ambiente de trabalho”, explica Ricardo. 

Onívia Soranzo, mãe de um dos alunos que participa das oficinas, afirma que as atividades são muito importantes para encontrar o potencial de cada jovem. “É muito importante. Para as crianças que possuem alguma deficiência, não só Síndrome de Down. Acho que já deveria ter aqui em Bento essa oficina há muito tempo. Estamos atrasados nisso, mas a AIDD conseguiu um voluntário para que começasse esse trabalho e esperamos que esses jovens possam começar a ingressar no mercado de trabalho. Nós colocamos muita fé neles, pois acho que eles têm um potencial muito grande, o que falta é a gente trabalhar com eles sobre essa questão”, comentou Onívia.

Fotos: Notícias de Bento

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