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Já ouviu falar de linfoma felino? Saiba tudo desse tipo de câncer

A doença afeta principalmente o sistema linfático, que é formado por uma rede de vasos espalhados por todo o corpo.

08 Ago. 2018 às 20:32

Os tumores são um grande problema da Medicina Veterinária atual por causa da falta de cura. Eles estão entre as principais causas de morte em 32% dos gatos domésticos. A prevalência desta patologia tende a crescer devido a vários fatores, mas, em grande parte, é o resultado do aumento da esperança de vida dos pets. Por isso é importante os donos conhecerem sobre os tipos de câncer , como o linfoma felino. O linfoma é uma neoplasia maligna, correspondendo a aproximadamente um terço de todos os tumores que atingem a espécie. Os adultos e idosos são os mais afetados pela doença, mas os jovens também são suscetíveis. Além disso, estudos mostraram que machos e siameses apresentam maior disposição para desenvolver o linfoma felino.


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Como o próprio nome já denuncia, a patologia afeta principalmente o sistema linfático, que é formado por uma rede de vasos espalhados por todo o corpo. Ele é um importante componente do sistema imunológico, pois colabora para a proteção contra bactérias e vírus invasores no organismo. Dentre as regiões do corpo que são atingidas estão os órgãos internos e linfonodos.

Por ser uma doença sem cura e mortal, os donos devem se precaver. Dessa forma, é importante conhecer as causas, seus sintomas, os outros tipos de linfoma e qual o melhor tratamento.

Causas do linfoma felino

As causas dessa patologia ainda são incertas, mas acredita-se que está intimamente relacionada com a infecção por Imunodeficiência felina (FIV) e Leucemia felina (FeLV) , assim como a exposição ao fumo, quadros de inflamação prolongados e alteração do sistema imune. 

De acordo com estudos, os gatos portadores do vírus da leucemia são 60 vezes mais propensos a desenvolver o linfoma. Enquanto isso, animais que vivem em famílias fumantes são duas vezes mais propensos a adoecerem. 

Sintomas

Os sintomas do linfoma variam muito conforme o �³rg�£o ou tecido atingido, mas existem alguns sinais que s�£o comuns

Os sintomas do linfoma variam muito conforme o órgão ou tecido atingido, mas existem alguns sinais que são comuns, como perda de apetite, perda de peso, depressão, letargia (animais fica apático) e inchaço dos nódulos. Esses nódulos recebem o nome popular de "ínguas". Estão situados pelo corpo todo e perto da superfície da pele abaixo do pescoço, nas axilas, nos ombros, na parte traseira das pernas e nas virilhas. Entretanto, apenas de existir alguns sintomas comuns, outros podem aparecer dependendo do tipo de linfoma. 

Tipos de linfoma

Existem v�¡rios tipos de linfoma felino e cada um se manifesta de um jeito

Alimentar

O linfoma alimentar é caracterizado pela infiltração do tumor no sistema gastrointestinal, afetando o estômago, intestinos, fígado e baço. O intestino delgado é comumente mais afetado e, nesses casos, a doença é denominada linfoma intestinal. Esse é o tipo mais comum de linfoma, sendo mais propenso em gatos com idade média entre 8 a 9 anos. Dentre os sintomas, estão perda de peso, vômito, diarreia, anorexia, letargia e fezes com sangue. Fora os sinais, essa doença pode ser diagnosticada através da palpação, já que há maior presença de massa abdominal e intestinal, devido à manifestação do tumor. 

Extranodal

O linfoma extranodal costuma atingir qualquer tecido corporal. Os sintomas da doença estão relacionados aos órgãos afetados, geralmente envolvendo o sistema nervoso, rins, olhos ou um único tecido. 

Ocular : o linfoma ocular ocorre com maior frequência em gatos do que em cães. Os sintomas incluem conjuntivite, doenças oculares, hemorragia, descolamento da retina, aversão à luz, afecção retinal e infiltração do nervo óptico.  

Renal : o linfoma renal é relativamente comum nos gatos e seus sintomas se relacionam a insuficiência renal e irregularidades no órgão, pois os rins são afetados. A progressão desse tipo de tumor está relacionado com a manifestação no Sistema Nervoso Central, ocorrendo de 40 a 50% dos casos.  

Sistema Nervoso Central : geralmente ocorre com multicêntrico (outro tipo de linfoma) e frequentemente afeta gatos que foram primariamente atingidos com linfoma renal. Convulsões, paralisia e paresia estão entre os sintomas da doença. Em alguns casos, o tumor pode se expandir para o Sistema Nervoso Periférico, ocasionando desconforto respiratório, anorexia, letargia, atrofia muscular e mudanças comportamentais.  

Nasal : tumor aparece geralmente em animais de 8 a 10 anos. Seus sintomas incluem dificuldade para respirar, sangramento, corrimento nasal, secreção nasal, deformidade nasal, espirros, letargia, anorexia e perda de peso.  

Multicêntrico

Esse linfoma se caracteriza por atingir vários gânglios e órgãos diferentes, como baço, fígado, rins e medula óssea. Os sintomas irão depender do local afetado, mas normalmente incluem anorexia, mucosas pálidas, perda de peso, depressão e caquexia, um grau extremo de enfraquecimento. Em situações mais raras, o gato pode apresentar lesões oculares, distúrbio de sangramento, sinais neurológicos e infecções. Na maioria dos casos, felinos que desenvolveram o linfoma multicêntrico eram positivos para FIV. 

Diagnóstico da doença

O c�¢ncer em gatos altera muito o comportamento dos bichanos

Como todas as doenças, assim que notar so sintomas leve seu bichano para o veterinário. O diagnóstico deve ser feito com base numa completa história clínica, associada a exames complementares, como teste de hemograma, perfil bioquímico e análise de urina.

O animal também precisará ser testado para FeLV e FIV. Para chegar num diagnóstico definitivo, deve ser obtido com radiografia ou ultrassom e posteriormente citologia/biópsia da massa e biópsia medular.

Tratamento

A quimioterapia é o principal tratamento para linfoma felino. Isso não é uma cura, mas pode ajudar a retardar o tumor e estender o tempo de vida do pet. Em média, de 50 a 80% dos gatos apresentam resultados positivos com a quimio, tendo seis meses de sobrevivência. Animais não infectados por FeLV tem maior probabilidade de sobreviver. 

No entanto, mesmo que o gatinho tolere a quimioterapia, outros efeitos colaterais podem aparecer e afetá-lo, como anorexia e letargia. Por isso, a melhor forma de lidar com o linfoma felino é diagnosticando no estágio inicial. Se estiver em uma região de fácil acesso e esteja limitado, é possível realizar a remoção do tumor por meios cirúrgicos, dispensando a quínio.

O linfoma felino n�£o tem cura, mas se for diagnostica cedo pode ser removido cirurgicamente

Fotos: Divulgação

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