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Andrei Girotto relata mudanças em rotina na França devido à pandemia

Zagueiro bento-gonçalvense, do FC Nantes, treina através do improviso em casa para manter a forma. Segundo boletim divulgado no domingo pelas autoridades, a França registrou 674 mortes e mais de 16 mil casos confirmados de contágio do novo coronavírus.

22/03/2020 07:29

Com uma semana de quarentena, a população francesa teve sua rotina totalmente modificada devido à pandemia do novo coronavírus. No futebol não foi diferente. De forma imediata, o Campeonato Francês foi suspenso após o crescente número de casos. O governo declarou “guerra de saúde” e decretou estado de quarentena por, ao menos, 15 dias, podendo ser prorrogado. Por conta disso, o zagueiro bento-gonçalvense, Andrei Girotto, jogador do FC Nantes, está em confinamento, realizando treinamentos dentro de casa propostos pelo clube para manter a condição física.

Situação do novo coronavírus na França:

A França deverá decretar, nos próximos dias, estado de emergência sanitária por dois meses devido ao aumento significativo de mortes pelo novo coronavírus. O país é um dos mais afetados pela pandemia no mundo. No último comunicado das autoridades, haviam sido registradas 674 mortes e mais de 16 mil casos confirmados. A primeira morte pelo novo coronavírus foi registrada no dia 26 de fevereiro, enquanto que no Brasil ocorreu no dia 17 de março. Atualmente, segundo o balanço oficial do Ministério da Saúde, são apontados 1.620 casos confirmados e 25 mortes no país. 

Com todos os campeonatos suspensos, inclusive a elite do futebol francês, cujo clube de Girotto ocupa a 13ª colocação com 37 pontos conquistados em 28 jogos, o bento-gonçalvense procura realizar os treinamentos propostos pelo clube em casa para manter a forma. “Antes de começar a quarentena fomos ao mercado, já fizemos algumas compras, e nestes sete dias nos acostumamos a passar em casa, fazendo os exercícios aqui que o clube vem nos passando. Não temos o direito de sair de casa, só temos o direito de ir para o mercado ou farmácia se é alguma coisa urgente. Se sairmos e não tivermos uma autorização por escrito do governo somos multados”, explica Girotto. 

Para mitigar os efeitos econômicos do coronavírus, o presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu uma garantia de 300 bilhões de euros para empréstimos bancários a empresas, com o acréscimo de 45 bilhões de euros em medidas de crise na economia. 

Futebol francês paralisado

Assim como no restante da Europa, todas as competições esportivas do país foram suspensas. Os presidentes dos clubes da Ligue 1 – a primeira divisão do Campeonato Francês – em videoconferência, debateram sobre o futuro da competição. A expectativa é que os 10 jogos restantes do campeonato, além dos demais torneios sejam finalizados até o dia 31 de agosto. 

Enquanto a competição permanece suspensa, Andrei Girotto afirma treinar todos os dias, mesmo no improvido dentro de casa, com base nos treinamentos indicados pela comissão técnica do FC Nantes. “Eles nos passaram um planejamento para fazermos os treinamentos em casa, até porque a gente não sabe quando vamos recomeçar, então procuramos treinar todos os dias em casa, fazendo os treinamentos como a gente pode para manter a forma”, explica. 

Em Nantes, Girotto comenta que a população da cidade está atendendo as orientações do governo, o qual impõe sanções aos que cometem infrações neste período de quarentena. “Todo mundo está em suas casas. Na rua dificilmente você vê alguém, estão respeitando muito bem as ordens do governo, e espero que, com o decorrer do tempo, possa a vir a melhorar a situação e a gente possa voltar com a vida normalmente como era antes”, relata o bento-gonçalvense. 

Não só a inquietação de ficar em casa e mudar por completa a rotina, mas também a saudade e a preocupação com os familiares têm se tornado um dos desafios neste durante o período de confinamento na França. “É um momento muito complicado. Ficar longe dos familiares nesta hora é pior ainda. Mas conversei com os médicos do clube e entramos num consenso que, até pela saúde de todos os familiares, é melhor eu ficar em confinamento aqui na França e meus pais ficarem em confinamento no Brasil. Eu voltando para o Brasil iria pegar aeroportos, viagens, então teria contato com mais pessoas e trazendo um risco maior de contaminação para eles”, comenta. 

Em sua experiência com a situação vivenciada na França, Girotto faz um apelo para que a população brasileira leve a situação a sério. “É um momento difícil para todos, mas agora a melhor opção é todos ficarem em casa e tomarem as devidas precauções e medidas contra esse vírus para que tudo isso passe o quanto antes”, salienta o bento-gonçalvense. 

Fotos: Arnaud Duret/FC Nantes - Fonte: NB Notícias