×SegurançaGeralViver BemCasa e DecoraçãoComer e BeberModa e EstiloVeículosQuem somosEsporteSeu PetRegiãoViagensTecnologiaEmpresas e EntidadesBairrosCulturaVídeos

"A terceirização funciona, mas precisa de mais fiscalização do município", diz presidente do Sindilimp

Henrique Silva afirma que, no que se refere aos problemas com a empresa CCS em Bento Gonçalves, o caminho agora é tentar garantir na Justiça as verbas rescisórias dos trabalhadores que já estão sendo demitidos

21/05/2020 02:24

Prestes a encerrar seus dois contratos com a prefeitura de Bento Gonçalves, que terminam em junho, a empresa CCS Serviços Terceirizados está acelerando as demissões de funcionários que atuavam junto à administração. Se a companhia já vem encarando dificuldades até mesmo de pagar os salários em dia ao longo dos últimos meses, o temor dos servidores que estão sendo desligados do trabalho é de não receber as verbas rescisórias.

Se isso acontecer, ao que tudo indica, não será uma novidade: há vários relatos de trabalhadores que já perderam seus empregos e ainda não tiveram acesso aos valores do acerto. Nesta semana, um grupo promoveu mais uma manifestação em frente à prefeitura, diante do impasse com relação ao pagamento deste mês – a folha teve descontos de vale-alimentação e vale-transporte que, segundo o sindicato da categoria, não seriam corretos. No total, a CCS tem aproximadamente 700 colaboradores no município, mas ainda não há um quantitativo de quantos foram despedidos até o momento, pois a empresa não tem se manifestado sobre o assunto.

Para evitar que novos prejuízos recaiam sobre os funcionários, o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza e Conservação (Sindilimp) já se reuniu com o Poder Público nesta semana para discutir a destinação dos recursos que ainda devem ser repassados pela administração municipal à empresa. O objetivo é tentar garantir que esse dinheiro seja direcionado para a quitação, se não integral, pelo menos parcial, dos direitos trabalhistas. Findado o prazo dos contratos, o Sindilimp também pretende levar o tema ao Judiciário, ingressando com uma ação. "Ainda não temos certeza se esses valores poderiam cobrir integralmente as rescisões, mas vamos tentar ao máximo fazer com que eles sejam usados primeiramente para este fim", destaca o presidente da entidade, Henrique Silva.

De acordo com o representante sindical, a transição entre a CCS e a próxima que venha a assumir os serviços também será acompanhada de perto pelo Sindilimp. Com a nova licitação momentaneamente suspensa pelo TJ-RS, o caminho mais provável a ser seguido pela prefeitura é uma contratação emergencial, que pode ter duração de até 180 dias. "Nós temos acompanhado muitos outros casos de empresas terceirizadas, em várias áreas, e podemos dizer que é um modelo necessário nas prefeituras. A terceirização funciona, mas precisa de mais fiscalização do município, para evitar que os problemas se acumulem. Quando eles surgem, é preciso resolver lá no começo, para não prejudicar sempre o servidor. No meu entendimento, isso faltou em Bento, pois foi só depois de o sindicato alertar para várias situações que houve uma fiscalização mais rígida por parte da prefeitura", completa Silva.

Remanejo de funcionários
Na Sessão Ordinária da próxima segunda-feira, dia 25, a Câmara de Bento Gonçalves deve votar um projeto da prefeitura que prevê a possibilidade de que funcionários terceirizados possam ser, de acordo com a necessidade, remanejados para outros setores da administração. A intenção é, por causa da pandemia do Coronavírus, priorizar o atendimento dos serviços que tenham registrado um aumento na demanda, além de garantir, na medida do possível, a fonte de renda destes trabalhadores. O texto prevê, ainda, que "as ausências dos trabalhadores terceirizados decorrentes das medidas adotadas pelo Poder Público para a contenção da Covid-19 serão consideradas faltas justificadas".

Fotos: Imagem ilustrativa - Fonte: