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Atendimento de saúde com dignidade na ESF do Tancredo/Conceição

Pacientes e funcionários destacam mais agilidade e melhor acolhimento na nova unidade, que está funcionando há 10 dias.

07/07/2016 09:21

É comum a população de qualquer cidade reclamar da falta de qualidade nos atendimentos de saúde, porém, em contrapartida, é muito difícil destacar os pontos positivos deste mesmo serviço. Mesmo sendo considerada uma obrigação do poder público oferecer uma saúde qualificada, é cada vez mais complicado encontrar postos no país que atendam a comunidade com o mínimo de dignidade. A Unidade de Estratégia de Saúde da Família dos bairros Conceição e Tancredo Neves, inaugurada há 10 dias, está na contramão do descaso nacional. Neste curto período foram mais de três mil atendimentos, conseguindo humanizar a forma de acolher seus pacientes.

Tanto pacientes quanto funcionários da nova unidade estão satisfeitos com o ambiente que encontraram. A ESF é espaçosa e permite um atendimento digno aos pacientes e condições de trabalho a seus funcionários. O espaço é coordenado pelas enfermeiras Fabiane Conzatti e Maria do Socorro Bortolini. Desde o início das atividades, foram contabilizados mais de três mil atendimentos, entre consultas médicas, nutricionais e psicológicas, procedimentos de enfermagem, realização de exames citopatológicos, grupos educativos, entre outros. A unidade atende, além dos moradores dos bairros Tancredo e Conceição, a comunidade dos bairros Juventude, Enologia, Vista Alegre e Cidade Alta, abrangendo cerca de 18 mil pessoas.

De acordo com a enfermeira Maria do Socorro, além da distribuição das fichas de atendimento médico, existe uma equipe de auxiliares de enfermagem que fazem a triagem dos pacientes. Mesmo que todas as fichas sejam utilizadas, os funcionários são orientados a não deixar os casos mais graves sem acolhimento. Caso o paciente não possa ser atendido na unidade, os funcionários buscam o encaminhamento para outra unidade ou até mesmo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Mesmo que não haja mais consulta médica, acionamos nossos serviços de referência e, em alguns casos, conseguimos atender mesmo quem não tenha feito agendamento, dependendo da gravidade de seu problema de saúde”, afirma a enfermeira.

Para o casal João e Rosalinda Mosconi, a nova unidade de saúde chegou em boa hora. Eles eram pacientes da ESF do bairro Conceição e achavam o local muito apertado para atender tantas pessoas. “Era difícil até ter um lugar para sentar. Aqui há muito espaço e as condições de higiene são incomparáveis. Estamos torcendo para que, além desta unidade, a antiga também seja reformada, afinal tem muita gente para ser atendida”, destaca Rosalinda.

Segundo o médico Jeyson Torres, as condições de trabalho são outras na nova ESF do Tancredo. Ele destaca que o espaço para o atendimento médico é muito melhor, oferecendo melhores condições de trabalho a todos os profissionais. “Podemos dizer que aqui a dignidade do paciente e do profissional é respeitada. As condições são favoráveis para quem chega em busca de atendimento e a quem o oferece”, revela o médico.

Atendimento odontológico inicia na segunda-feira

A coordenadora Maria do Socorro revela que, além dos serviços disponíveis, na segunda-feira, 4 de julho, a população já poderá fazer os agendamentos para o atendimento odontológico. O consultório estava na fase final de colocação dos equipamentos e tudo foi concluído nesta semana. Com isso, a unidade consegue colocar mais um serviço à disposição da população.

Parada de ônibus mais próxima

Uma característica da ESF Tancredo Neves /Conceição é o atendimento de muitos idosos. Além das consultas médicas, eles participam de várias atividades em grupos de atividades físicas e lúdicas. Porém, uma das reivindicações da turma da terceira idade não em relação a melhorias na unidade, mas sim na parada de ônibus. Não há nenhum ponto próximo da ESF e os idosos precisam descer mais longe, nas proximidades da concessionária Panambra. Para a aposentada Gládis dos Santos, que faz tratamento para os pulmões, a caminhada é exaustiva. “Mesmo sendo uma descida, vejo que há condições do ônibus parar mais próximo da unidade, já que ele precisa parar na esquina para fazer a conversão. Além disso, para mim, que moro no bairro Enologia, não há transporte coletivo para voltar”, destaca a aposentada.


Fotos: MARCELO DARGELIO - Fonte: Marcelo Dargelio