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Audiência com os quatro vereadores no Fórum será dia 10 de agosto

Justiça apura se parlamentares se apropriaram de parte dos salários de seus assessores

18/05/2016 10:01

O caso envolvendo os quatro vereadores suspeitos de se apropriarem de parte do salário de assessores da Câmara Municipal terá mais um capítulo no mês de agosto. Mais uma audiência foi marcada pela justiça para o dia 10 de agosto. A expectativa é de que este seja o último passo antes que seja deferida a sentença judicial.  

A fase de audiências poderia ter sido encerrada no mês de abril, porém algumas testemunhas da Promotoria não compareceram, o que obrigou que uma nova data fosse marcada. O promotor Alécio Nogueira revela que a audiê ncia ficou para o dia 10 de agosto às 14h15min. O representante do MP espera que os depoimentos que faltam possam permitir a conclusão do processo e uma posterior sentença da titular da 3ª Vara Cível do Fórum de Bento Gonçalves, juíza Romani Terezinha Bortolas Dalcin. 

O promotor Alécio alerta que, mesmo que a sentença seja de condenação, os parlamentares ainda podem recorrer  em segunda instância e participar normalmente do pleito eleitoral. "Sabemos que as pessoas estão ansiosas por uma resposta do Poder Judiciário, porém, é preciso entender que tudo tem o seu tempo e o andamento deste tipo de processo é longo", esclarece Nogueira.

Relembre o caso

A denúncia da prática, que estaria ocorrendo há pelo menos quatro anos, partiu do Ministério Público (MP), que investiga o caso desde 2010. Os vereadores envolvidos seriam Marcos Barbosa (PRB), Marlen Pelicioli (PPS) Adelino Cainelli e Vanderlei Santos (ambos do PP). O MP denunciou os suspeitos à Justiça pelo crime de concussão, na esfera criminal e, na área cível, por improbidade administrativa. Segundo o promotor de Justiça Alécio Nogueira, responsável pelo inquérito cível, a investigação partiu de uma denúncia sobre um vereador e se estendeu para mais três parlamentares. O promotor criminal Eduardo Só dos Santos Lumertz também participou da investigação. A prática, segundo o que apurou a Promotoria, ocorreria de duas formas: saques dos assessores na boca do caixa, que seriam entregues diretamente aos vereadores, e empréstimos tomados no nome dos funcionários para serem repassados aos parlamentares. 

Fotos: MARCELO DARGELIO - Fonte: Marcelo Dargelio