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Contrato emergencial prevê pagamento de R$ 12,4 milhões em 6 meses para terceirizada

Substituta da CCS, GFG Recursos Humanos será responsável pela prestação de serviços em diversas secretarias e órgãos do município, inclusive na área da Educação.

27/05/2020 05:15

A prefeitura de Bento Gonçalves já escolheu a empresa que, de forma emergencial, substituirá a CCS na prestação de serviços terceirizados no município. A eleita foi a GFG Recursos Humanos, que atuará por 180 dias na cidade e receberá o valor estimado de R$ 12.437.100,06 neste período.

A definição ocorreu com dispensa de licitação, tendo em vista a proximidade do fim dos dois contratos em vigor com a CCS, que encerram em 19 e 29 de junho. Enquanto isso, o processo licitatório para a contratação definitiva de uma nova terceirizada está suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que pediu ajustes nos editais – a prefeitura ainda tenta reverter a situação.

O custo mensal para a prefeitura com o contrato emergencial será de R$ 2.072.850,01. Os funcionários que atuarão através da GFG desenvolverão as atividades nos mais diversos departamentos da administração, incluindo o setor de Educação. A medida foi publicada no Diário Oficial Eletrônico nesta terça-feira, dia 26.

Há meses, prefeitura, CCS, servidores terceirizados e o sindicato da categoria protagonizam uma série de impasses, pelas dificuldades que a empresa tem enfrentado para honrar seus compromissos com os trabalhadores. O problema mais recente foi o desconto nos vales alimentação e transporte pelos dias de paralisação em meio à pandemia. O Poder Público afirma que depositou em juízo a quantia completa para a folha de pagamento, mas a CCS exigiu que os benefícios fossem descontados proporcionalmente aos dias não trabalhados.

O argumento da empresa foi de que o próprio sindicato havia se posicionado a favor do abatimento em uma convenção coletiva. A administração municipal, por sua vez, diz se manter favorável ao depósito integral. Na semana passada, o procurador-geral, Sidgrei Spassini, afirmou em entrevista que, a partir de agora, em nenhuma hipótese, o governo fará pagamentos diretamente à CCS. Os valores serão encaminhados para uma conta judicial, na tentativa de garantir os direitos das rescisões dos cerca de 700 empregados que já começaram a ser demitidos. "A prioridade do município segue sendo que todos recebam, tanto que pedimos o bloqueio da conta vinculada que pertence à empresa para garantirmos o valor de mais 1,1 milhão. Esse valor pertence à empresa, mas já pedimos o bloqueio em nosso favor para o repasse aos terceirizados", destaca Spassini.

Fotos: Imagem Ilustrativa - Fonte: