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Governo Federal confirma preço mínimo de R$ 0,92 para uva industrial

Valor de consenso entre as entidades do setor representa aumento de 18% em relação ao pago pelo produto na safra 2015/2016. A decisão foi publicada nesta quarta-feira, 14, no Diário Oficial da União.

14/12/2016 06:39

O preço mínimo para uva industrial será de R$ 0,92 para a safra 2016/2017. A definição foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 14, por meio da Portaria 264, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O valor a ser pago pela uva Isabel a 15 graus (variedade de referência) foi definido após reuniões de dirigentes  das entidades que representam produtores de uva, cooperativas e indústria vinícola. A proposta de consenso foi apresentada no dia 25 de outubro em encontro com o coordenador geral da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Salomão, e com a analista de mercado da uva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Flávia Starling Soares.   

O valor a ser pago a partir de janeiro representa um aumento de 18% em relação à safra 2015/2016, quando o preço mínimo praticado foi de R$ 0,78. O presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Dirceu Scottá, valoriza o fato do preço mínimo ter resultado de consenso entre os elos da cadeia produtiva. "Ter chegado a um acordo é um grande avanço e demonstra a maturidade que o setor vem alcançando nos últimos anos. Tanto os produtores como a indústria cederam e isso foi muito importante para que a confirmação deste valor pelo governo", acredita. Scottá acredita que nos próximos anos também deverá ocorrer acordo que garanta um pagamento justo pela matéria-prima e que seja viável para a indústria.

O vice-coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, concorda com Scottá e acrescenta: “O acordo foi bom para esse ano, mostra o bom-senso e o pensamento de que temos que valorizar todos os elos da cadeia produtiva. Principalmente nesse ano, que teve quebra e que o produtor precisava de um incentivo.”

Fotos: MARCELO DARGELIO - Fonte: Divulgação