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Justiça condena ex-presidente da Câmara a mais de quatro anos de prisão

Valdecir Rubbo foi considerado pela justiça o principal mentor da fraude no concurso da Câmara de Vereadores, que previa a aprovação de oito pessoas de forma irregular. Rubbo pode recorrer em liberdade.

11/02/2020 10:23

O ex-presidente da Câmara de Vereadores, Valdecir Rubbo, foi condenado a quatro anos, três meses e 22 dias de reclusão em regime inicial semiaberto no caso da fraude do concurso da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves. A decisão foi proferida pela justiça de Bento Gonçalves pelo cometimento dos crimes de falsidade ideológica e corrupção ativa. Rubbo ainda pode recorrer em liberdade da sentença.

Rubbo era considerado pelo Ministério Público o principal mentor da fraude no concurso de 2014 para os cargos no Legislativo bento-gonçalvense. O esquema aprovaria parentes do ex-presidente da Câmara e também pessoas que trabalhavam na Prefeitura Municipal na época, mediante pagamento de propina para a empresa organizadora do concurso. Desta forma, eles teriam acesso antecipado ao gabarito das questões das provas. A justiça também determinou a perda do cargo público a Valdecir Rubbo, que, atualmente, trabalha como assessor no gabinete do vereador Marcos Barbosa (Republicanos).

Em virtude da colaboração premiada homologada pelo Judiciário, o que auxiliou na elucidação de fraudes cometidas em diversos outros municípios, o empresário Maicon Cristiano de Mello foi condenado à prestação de serviços à comunidade por um ano e meio, na razão de sete horas semanais. Ele foi considerado culpado pelos crimes de falsidade ideológica e corrupção passiva.  O empresário Ernesto Hattge Filho e a companheira de Maicon, Francieli Rech Fragoso, haviam sido denunciados pelo MP e foram considerados inocentes pelo judiciário.

Conforme a denúncia do MP, assinada pelo promotor de Justiça da Especializada Criminal de Porto Alegre, Mauro Rockenbach, os agora condenados fraudaram o concurso público regido pelo Edital 01/2014 da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves para aprovar oito pessoas indicadas por Valdecir Rubbo, que, segundo as investigações, pagaram R$ 5 mil para a inclusão dos nomes na lista de aprovados. Em alguns dos casos, as notas chegaram a ser dobradas para que os indicados pudessem ser nomeados para os cargos. Rubbo chegou a ser aprovado no concurso da Prefeitura, também fraudado, mas não tomou posse porque o certame foi anulado.

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Fotos: Divulgação - Fonte: NB Notícias