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Justiça determina interdição da Casa Azaléia

Juiz da Infância e da Juventude determinou que não sejam acolhidos menores no local devido à superlotação e risco de violência.

17/08/2016 01:20

O juiz da Infância e da Juventude, Gerson Martins, determinou a interdição da Casa Azaléia, também conhecido como Albergue Municipal. A decisão foi tomada após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público contra a Prefeitura de Bento Gonçalves. Com isso, a casa está impedida de receber novos acolhimentos de menores por tempo indeterminado.

De acordo com o promotor da Infância e da Juventude, Elcio Resmini Meneses, a ação foi ajuizada devido à superlotação do espaço. Ele revela que o espaço deveria comportar no máximo 12 crianças, pelo que define a atual legislação, mas estava com 26 até o ajuizamento, hoje está com 19 crianças e adolescentes. Além disso, em suas alegações, o representante da Promotoria revela que há conflitos pessoais geradores de violência física e patrimonial. 

Meneses relata ainda que em um dos casos, houve ameaça de faca de uma das crianças contra um dos monitores do albergue, bem como as constantes evasões do local. No domingo, 1º de agosto, o promotor foi comunicado da fuga de cinco crianças, com idades entre 11 e 16 anos. Os menores revelavam que só voltariam para a Casa Azaléia com a presença do promotor. Eles alegavam maus tratos e xingamentos por parte dos monitores da instituição.

A situação é considerada muito preocupante, segundo Meneses. Ele revela que a interdição se faz necessária, antes que algo mais grave aconteça no local. “Acompanho a situação do albergue desde 2012  e considero este momento o de maior risco, tanto para as crianças e adolescentes, quanto para os monitores que trabalham lá”, afirma o promotor.


Fotos: MARCELO DARGELIO - Fonte: Marcelo Dargelio