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Médicos da Fundação Araucária fazem nova paralisação

Atendimentos nas UBSs não estão ocorrendo e na UPA e PA 24H somente casos de urgência e emergência são atendidos.

17/01/2017 08:28

Mas uma vez os médicos da Fundação Araucária cruzaram os braços e fazem uma nova paralisação em Bento Gonçalves. Desde a manhã desta quarta-feira, 11, os profissionais só atendem casos de urgência e emergência tando na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), como no Pronto Atendimento (PA) 24 Horas do bairro São Roque. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos postos das Unidades de Estratégia da Saúde da Família (ESF) não há atendimentos.

No início da manhã desta quarta-feira, 11, o presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul e região, Marlonei Silveira dos Santos, enviou comunicado para a Fundação Araucária e também para a Secretaria Municipal de Saúde sobre a paralisação. No documento, o sindicato que notificou a fundação no dia 12 de dezembro do ano passado e enviou oficio no dia 16, onde foi solicitada a quitação dos atrasos salariais e do 13º salário. Como as reivindicações não foram atendidas, os médicos vinculados através de contratos, via CLT, Pessoa Jurídica ou RPA, paralisaram suas  atividades.  Até que sejam quitadas todas as pendências, serão garantidos apenas os atendimentos das urgências e emergências.

A nova paralisação dos médicos pegou de surpresa o diretor da Fundação Araucária, Lídio Scortegagna. Segundo ele, tanto a prefeitura, como a fundação estão fazendo um esforço para antecipar o pagamento dos salários dos médicos e funcionários, referentes ao mês de dezembro, que estava previsto para ocorrer somente no dia 20 deste mês. Scortegagna lembra que na quinta-feira, 5, a fundação já fez o pagamento de 40% da folha dos funcionários contratados via CLT. Ainda não foi feito o pagamento dos médicos contratados como Pessoa Jurídica ou RPA, mas que estão com apenas um dia de atraso, pois é feito regularmente no dia 10 de cada mês.

O diretor da fundação destaca que a instituição não possui mais capital de giro, devido ao volume de R$ 6 milhões em atraso junto à prefeitura de Bento Gonçalves. Apesar disso, ele destaca o empenho da atual administração em viabilizar recursos para evitar a paralisação dos funcionários. Scortegagna lamenta a situação e acredita que faltou um pouco de bom senso por parte da classe médica. "Esta paralisação era desnecessária. Vivemos uma situação difícil em todas as esferas e não houve compreensão do sindicato dos médicos. O que mais chama a atenção é que quem ganha em torno de R$ 1,6 mil, recebeu apenas 40% do salário e continua trabalhando, confiando no pagamento do dia 20. Quem ganha bem mais que isso não teve a mesma sensibilidade", destaca o diretor da fundação.

Conforme o secretário municipal de Saúde,  Diogo Segabinazzi Siqueira, a crise que atinge o Estado e a União acaba assolando os municípios, que é onde as pessoas vivem e onde buscam pelos serviços. Siqueira está buscando alternativas para que ocorram os repasses a fim de quitar a dívida e restabelecer o atendimento normal em todas as unidades de saúde. "Apesar desta paralisação, garantimos que os atendimentos de urgência e emergência, como também os chamados ao SAMU estão mantidos. Equipes de enfermagem e outras especialidades também estão atuando normalmente", ressalta. 

 

Fotos: MARCELO DARGELIO - Fonte: Marcelo Dargelio