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Setor moveleiro registra queda de faturamento de 17,9%

Balanço preliminar do Sindmóveis aponta ainda retração de 4,6% nas exportações e fechamento de 544 postos de trabalho.

14/12/2016 06:19

A retração da economia brasileira atingiu em cheio a indústria moveleira. O Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) encerra o ano com fortes perdas no faturamento, exportações e postos de trabalho gerados no polo moveleiro, que inclui também os municípios de Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza. O esforço do sindicato, que representa cerca de 300 empresas, é no sentido de iniciar uma recuperação das perdas com projetos voltados à abertura de novos mercados no Brasil e exterior.

Um balanço preliminar de 2016 aponta que o faturamento do polo moveleiro de Bento Gonçalves teve queda de 17,9% de janeiro a outubro, em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações, que chegaram a cair 15% em certo período de 2016, ficam com queda de 4,6% no mesmo comparativo. Já o saldo de empregos aponta o fechamento de 544 postos de trabalho de janeiro a outubro desse ano, o que representa uma perda de 7,6% desde o início do ano.

O presidente do Sindmóveis, Henrique Tecchio, acredita que as indústrias precisam investir em modernização e buscar novas alternativas para que a queda no faturamento não se repita em 2017. Ele destaca que existem indústrias associadas investindo em novos destinos para exportações, modernização do parque fabril, design, inovação e canais alternativos de distribuição, como o e-commerce. Para essas empresas mais estruturadas, possivelmente a retomada do crescimento ocorra antes. “Ainda assim, dificilmente o setor retome os patamares de 2012, último ano com crescimento real no faturamento do polo”, pondera.

O planejamento do Sindmóveis para o próximo biênio prevê fortes investimentos na busca e consolidação de novos destinos para a produção moveleira local. Os Estados Unidos, por exemplo, são vistos como um mercado promissor para os móveis do polo moveleiro de Bento Gonçalves, que ainda é considerado o maior do país. Estas e outras alternativas devem ser apresentadas para que o equilíbrio econômico seja alcançado nos próximos meses.

 

Fotos: MARCELO DARGELIO - Fonte: Divulgação