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Sindicatos buscam alternativas para amenizar prejuízos dos produtores

Prorrogação das parcelas de custeio e de financiamentos agrícolas são algumas das alternativas que serão buscadas pelas entidades.

21/01/2020 11:36

A preocupação dos produtores rurais de Bento Gonçalves e região vai muito além do problema envolvendo a safra da uva. A quebra na produção, que deve ficar entre 15% e 25%, vai trazer um prejuízo financeiro significativo. Com isso, o Sindicato do Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves (STR-BG) e o Sindicato Rural da Serra Gaúcha estudam alternativas para renegociar as dívidas dos produtores.

De acordo com o presidente do STR-BG, o sindicato está atuando em duas frentes para auxiliar os produtores que tiveram maiores prejuízos na safra deste ano. “Estamos em duas frentes. Uma com as instituições financeiras junto ao governo para a prorrogação das parcelas de custeio e de investimentos nos financiamentos agrícolas, que sejam prorrogados essas que venceriam logo depois da safra. E outra é junto com as indústrias para que façam o pagamento da uva, do que ainda sobrou da uva que serão entregues nas vinícolas, que seja pago de uma forma mais rápida do que o de costume”, comenta Cedenir. 

Já o Sindicato Rural da Serra Gaúcha afirma estar trabalhando na questão do seguro agrícola e no processo de subsídio para o sistema de irrigação. Segundo Elson, o sindicato está trabalhando para que o governo e o Banco Do Brasil sejam flexíveis para que não se tenha mais a obrigatoriedade do produtor em ter o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). 

Segundo Elson, o seguro proagro deveria assegurar não o custeio, mas sim a produção, assim como os seguros particulares realizam. “Se eu tenho 100 mil quilos de uva, eu fiz um custeio no valor de 40 mil reais. Com esse dano que causou na propriedade perdi 50% da minha safra, ou seja, vou colher 50 mil quilos. Quanto vai me gerar de renda? 50 mil reais, ou seja, me sobrou 10 mil reais. O proagro não paga nada. Você paga um pouco mais no particular, mas tem a renda do parreiral. Quando dá granizo, você assegura não o custeio, mas sim a produção. Você assegura os 100 mil quilos e não os 40 mil de custeio”, exemplifica. 

Recomendação é que produtores modernizem seus parreirais

Segundo Elson, grande parte dos produtores que tiveram significativa perda estão localizados onde a profundidade de solo e a exposição dos parreirais são fatores que podem influenciar negativamente na produção. O presidente recomenta os produtores que busquem a modernização dos parreirais, colocando tela anti-granizo, sistema de irrigação, através de gotejamento ou aspersão, entre outros equipamentos. 

O Pesquisador na área de Fisiologia Vegetal da Embrapa, Henrique Pessoa dos Santos, ainda salienta que o fator da variabilidade da profundidade de solo deve ser considerado quando há prejuízos fora do comum. “O produtor tem que fazer uma análise se o local realmente é viável para manter a viticultura. Ou, até, se é um local que está sendo afetado, porque não investir num futuro próximo em um sistema de irrigação. Se tivemos um ano bom climaticamente falando para ter a uva de qualidade, se está tendo prejuízo é porque tem algum erro na propriedade”, comenta. 

Fotos: Gilmar Gomes/Ibravin - Fonte: Notícias de Bento