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VOLTA ÀS AULAS: Alegria e preocupação marcam retorno na Escola Alfredo Aveline

Poouco mais de 20 alunos do Ensino Médio retornaram às atividades presenciais. Todos os estudantes do “Terceirão” optaram por não voltar às salas de aula.

22/09/2020 09:05

O sentimento dos alunos da Escola Municipal Ensino Médio Alfredo Aveline, no bairro Borgo, na volta às aulas ainda é significativamente dispare. Desde o retorno das atividades presenciais na segunda-feira (21), cerca de 20 alunos se fizeram presentes nas salas de aula nos dois primeiros dias. Porém, a maioria ainda optou por não retornar, a exemplo da turma do 3º ano que, em consenso entre alunos e pais, decidiu não voltar às aulas de forma presencial. 

A escola - a única com ensino médio no município - organizou o seu próprio protocolo de retorno, amparado pelas secretarias de Educação e Saúde do município. Dentre as medidas de segurança, a instituição de ensino conta com um pórtico sanitizante na entrada, e confere a temperatura de todos que acessam o interior da escola. Os professores e demais funcionários, os quais foram testados previamente, utilizam equipamentos de proteção individual (EPI’s) para exercer suas atividades. 

Além disso, a escola conta com o seu próprio comitê para tratar das medidas de segurança contra o coronavírus, como explica o diretor da escola, Márcio Pilotti: “Nós nos preparamos muito para esse retorno, afinal foram seis meses de parada. A escola tem seu comitê interno de prevenção ao coronavírus, obedecendo tanto o decreto municipal como o estadual. Tivemos todo o cuidado, com o auxílio e o amparo da secretaria municipal de educação, junto com a secretaria da saúde, para que pudéssemos retornar ontem com o ensino médio”, explica. 

Confira detalhes das medidas de segurança e restrições impostas pela escola


Sendo a volta facultativa, a escola contou com aproximadamente 20 alunos nos primeiros dois dias de aulas presenciais de um total de 85 alunos matriculados no Ensino Médio, sendo um total de quatro turmas. O “Terceirão”, por unanimidade dos alunos e pais, decidiram por não voltar às salas de aula neste momento. 

A decisão, segundo a aluna do 3º ano, Maessa Bellé Grando, de 18 anos,  surgiu através de um questionamento, o qual procurava saber quantos alunos e quais retornariam de forma presencial. “Coincidentemente, por opção e consentimento dos pais, optamos em não voltar por insegurança e asseguramento de nossa saúde, dos professores, funcionários e familiares, mesmo com a consciência de todos os protocolos de higiene”, relata. 

Para Maessa, o sentimento de saudade de frequentar a escola e conviver novamente com os colegas e professores é grande, mas não maior que a importância do cuidado com a saúde. “Em meio a situação atípica que estamos vivendo, tudo é novo e diferente. A saudade de estar frequentando a escola é grande, mas sabemos a importância de cuidarmos da nossa saúde. Não se compara a forma presencial, sem dúvidas, mas nos adequamos e buscamos aproveitar ao máximo a disponibilidade dos professores, tirando dúvidas com vídeos chamadas, trabalhos diversificados, pesquisas e até mesmo vídeos gravados pelos professores”, comenta. 


“Estávamos com saudades desse contato”, afirma Caroline Crstófoli, aluna da escola

O sentimento de quem retornou às aulas presenciais, sobretudo, é de alegria em rever alguns de seus colegas e professores, como relatam os próprios alunos. O diretor afirma que os alunos que voltaram estão tranquilos e se sentindo seguros em retomar as atividades de forma presencial. 

“Pareceu o sentimento deles de ansiedade da volta, para reencontrar os professores, os colegas. Pelo que conversei com eles, estão bem tranquilos, e quem voltou se sente seguro e querem continuar com as aulas presenciais e ter o conteúdo com o professor”, avalia Márcio. 

A aluna do segundo ano, Caroline Cristófoli, de 16 anos, avalia o retorno das aulas presenciais de forma positiva. “Foi bom voltar às aulas, pois estávamos com saudades desse contato, que perdemos muito nessa quarentena, e também rever nosso professor para conseguir entender melhor o conteúdo, pois à distância é difícil. É algo diferente, mas estamos conseguindo ter um maior contato com nossos amigos e conseguir aprender mais”, afirma. 

O mesmo sentimento se reflete na opinião de Gustavo Abreu, de 15 anos, o qual opina ser necessária a volta das aulas presenciais. “Acho que foi necessária, pois é inviável perder o ano inteiro de aula. Mesmo que sejam poucos meses de aula, não é tão impactante quanto perder o ano inteiro. O ensino em casa, mesmo que os professores deem o máximo de si, não é como o presencial, não é tão eficiente. Para mim foi muito importante essa volta para ter o contato com os colegas, olhar para eles e conversar, mesmo que seja de longe. Foi uma surpresa que me agradou”, salienta. 


Os professores também relataram o sentimento positivo do retorno às aulas. A professora de matemática Jucele Gloawcki ponderou que a escola fez tudo dentro do possível para retomar as atividades com segurança. Além das aulas, a professora salienta que o dever do profissional de educação é também oferecer suporte emocional neste momento e, sobretudo, tentar minimizar o impacto negativo da pandemia. 

Mesmo com o retorno, o desafio para os profissionais de educação segue o mesmo: adaptação: “A maior dificuldade continua sendo as aulas online, visto que a aula presencial é fundamental, e a pandemia deixou isso muito claro, ainda mais ainda quando se fala em educação básica. Para nós professores é mais um desafio que vamos precisar nos readaptarmos e pensar uma forma de não prejudicar nem os alunos que estão em casa nem os alunos que estão indo para a escola”, ressalta a professora. 

Fotos: Kévin Sganzerla - Fonte: NB Notícias