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No que a Serra precisa melhorar para sair da bandeira vermelha

Na última rodada do Distanciamento Controlado, região apresentou piora em seis dos 11 índices avaliados e, em cinco deles, caiu na bandeira preta. Veja o que precisa mudar

20/06/2020 02:55

Foram dias de protesto, de contestação dos números apresentados pelo Estado e de "rebeldia" contra a determinação de manter o comércio fechado. Mas, depois de uma semana na bandeira vermelha do Distanciamento Controlado, a Serra – composta neste modelo por 49 municípios – chega neste sábado, 20, ao dia decisivo de mostrar que tem condições de voltar, no mínimo, à classificação laranja.

No fim desta tarde, a partir das 18h, o governador Eduardo Leite anunciará como fica o mapa para a próxima semana, de acordo com a divisão das áreas no território gaúcho e com base na coleta de dados finalizada nesta sexta-feira, 19. Para diminuir as restrições e, principalmente, reabrir os estabelecimentos de itens não essenciais, a região precisa apresentar melhora em uma série de indicadores: na rodada anterior, dos 11 critérios avaliados pelo sistema, o grupo de cidades serranas teve piora em seis e, em cinco deles, ficou em bandeira preta (confira abaixo).

Em entrevista ao NB Notícias, o prefeito Guilherme Pasin, que também responde pela Secretaria de Saúde, garantiu que Bento Gonçalves fez todos os esforços possíveis para modificar o quadro. "A gente trabalhou a ponto de fazer despencar a ocupação dos leitos de UTI, por duas ações: primeiro, uma ação clínica fantástica da técnica da UPA e do Hospital Tacchini. Mas também pelo aumento de leitos ofertados e aparentes no sistema do Estado, não apenas de Bento mas de toda a região. Não consigo imaginar algo diferente senão a mudança a menor das nossas cores no Distanciamento Controlado", afirma o chefe do Executivo bento-gonçalvense.

Espelhamento do modelo
Pasin afirma que o município recorreu a um "espelhamento" do programa estadual, para tentar projetar como seria a nova classificação. Em um teste rodado na quinta-feira, 18, os resultados foram otimistas, conforme o prefeito, com "melhoras gigantescas". "Se a gente não ficar em amarela, fica no limite da laranja. Mas não fica no vermelho. Mas essa leitura não é feita sob o aspecto municipal, é feita sob o aspecto regional. Mesmo assim, analisando a nossa região, não vejo como ficarmos, pelos dados e pelas regras do jogo existentes, novamente na bandeira vermelha", conclui o mandatário.

Na ocasião, o coordenador médico da Secretaria de Saúde, Marco Antônio Ebert, também abordou a ocupação dos novos leitos de internação junto à UPA 24h, no bairro Botafogo. Além de egressos da UTI que já não exigem a terapia intensiva, a estrutura está abrigando pessoas que foram atendidas nos ambulatórios de campanha da própria UPA e do Tacchini e necessitam cuidados médicos que não permitem que sejam colocadas em isolamento domiciliar. "São acomodações que agora podem receber casos de baixa e média complexidade. O número de pacientes tem crescido, mas principalmente porque houve nos últimos dias essa modificação do fluxo. Hoje, temos cerca de 18 pacientes instalados, mas com uma evolução bastante favorável", explica. O local também conta com oito "mini UTIs" e respiradores, dos quais estão sendo usados oito de 15 disponíveis.

Onde melhorar
Os itens abaixo são aqueles em que Serra como um todo registrou piora entre as semanas passada e retrasada. À exceção da relação entre ativos e recuperados, em todos os outros cinco critérios a situação se mostrou extremamente preocupante, fazendo com que os requisitos recebessem sinalização preta. São eles que precisam ter melhoras para alavancar um retorno à bandeira laranja. Até houve, em pelo menos um, baixa nos números absolutos (como é o caso dos óbitos), mas a recente alteração do modelo aumentou sua sensibilidade. Confira o comparativo entre as duas semanas anteriores:

– Hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos 7 dias: de 23 para 63 (+174%)
– Nº de internados em leitos de UTI Covid no último dia: de 31 para 44 (+42%)
– Ativos na última semana/Recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana: (259/691)*
– Nº de hospitalizações confirmadas para Covid registradas nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes: de 1,94 para 5,31 (+174%)
– Nº de óbitos nos últimos 7 dias: de 11 para 9 (-18%)*
– Leitos de UTI livres/Leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19: de 1,26 para 0,75 (-40%)*

(*Os indicadores em destaque foram mudados entre as duas semanas)

Fotos: Reprodução Distanciamento Controlado - Fonte: