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Com promessa de ganhar 50 mil dólares, morador do Oito da Graciema cai em golpe na internet

História mirabolante incluía missão de paz da ONU no Iraque e fortuna em barras de ouro

21/08/2019 09:06

Parece um roteiro de filme, mas não passa de mais uma modalidade de golpe pela internet. Nesta segunda-feira, 19, um morador da localidade do Oito da Graciema, no Vale dos Vinhedos, se tornou vítima de uma trama mirabolante e perdeu R$ 4.000,00. O prejuízo seria ainda maior se ele não fosse alertado pela família antes de realizar um novo depósito de R$ 13.500,00.

Tudo começou quando o homem de 54 anos recebeu uma solicitação de conversa de uma mulher pelo aplicativo Messenger. Ela se apresentou como integrante do Exército das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Disse que, nas buscas nos escombros da guerra do Iraque, havia encontrado malas de dinheiro com 3,8 milhões de dólares e barras de ouro que valeriam mais 2 milhões de dólares.

Entretanto, a mulher não poderia levar a fortuna para os Estados Unidos e propôs uma "parceria" ao bento-gonçalvense: enviaria o dinheiro e o ouro para ele e, em breve, viria ao Brasil para buscá-los. Em contrapartida, daria 50 mil dólares ao homem, e também doaria outros 100 mil para um orfanato.

Para operacionalizar a transação, que se daria através de uma empresa de São Paulo, seria necessário um depósito de R$ 4.000,00. Por um número de WhatsApp, a golpista recomendou que a transferência fosse feita "na boca do caixa", para agilizar o crédito do valor.

A vítima, então, efetuou o depósito e enviou o comprovante. Na sequência, a mulher pediu um novo repasse de R$ 13.500,00, para liberar as malas, que haviam sido "escaneadas pelas autoridades". Nesse momento, o homem foi alertado por familiares que estava caindo em um golpe e não fez o segundo depósito, registrando o caso na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DDPA).

Golpe era comum em mulheres

O estelionato praticado contra o homem vinha sendo aplicado de forma mais frequente em mulheres, que entravam em conversas com supostos membros da Marinha Americana e se tornavam vítimas de golpes semelhantes. O delegado Álvaro Pacheco Becker chegou a fazer vários alertas à população, mas os crimes ainda são registrados. Ele acredita que um dos motivos para que as pessoas caiam na lábia dos golpistas é a carência afetiva, o que faz com que se apeguem facilmente aos criminosos.

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