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Motorola apresenta o seu primeiro celular dobrável

Marca volta aos anos 2000 e recria réplica do ícone V3 para apresentar o Razr, que vem embarcado de muita tecnologia.

17/11/2019 08:20

Com pré-venda marcada para dezembro e chegada oficial às lojas para janeiro de 2020, a Motorola anunciou nesta semana oficialmente seu novo smartphone dobrável, o Razr, em um evento realizado em Los Angeles. Confirmando os rumores anteriores, o aparelho traz uma tela dobrável interna vertical, um display externo interativo para notificações, respostas rápidas e fotos e um design que lembra muito o do clássico feature phone V3 da empresa, ícone mundial criado em 2004 e que até hoje é o sétimo celular mais vendido da história, com 130 milhões de unidades. As informações são do portal Tecmundo.

Segundo a fabricante, 26 protótipos diferentes foram testados até o atual fosse escolhido, trazendo um painel dobrável para dentro na vertical – conhecido como concha ou clamshell. As pesquisas feitas pela companhia indicaram que o público está satisfeito com a experiência que tem com o tamanho atual das telas de celulares, mas as dimensões grandes e difíceis de transportar dos corpos dos smartphones atuais causa incômodo.

Com isso em mente, o Motorola Razr foi feito com o foco principal no design e com o objetivo de fazer o sistema de tela dobrável funcionar. O resultado é o aparelho com uma tela interna de OLED plástico com 6,2 polegadas na proporção de 21:9 que consegue se dobrar ao meio com a ajuda de um sistema de engrenagens. A resolução desse painel é de 2142x876 pixels, o que fica entre HD e Full HD.

Imagem de: Tudo sobre o Motorola Razr: o smartphone dobrável que revive o visual do V3

 No evento de lançamento, a Motorola fez questão de ressaltar que realizou vários testes de resistência e durabilidade, tanto em situações de laboratório quanto de uso mais comum, e disse que não lançaria o Razr se o aparelho não estivesse pronto. O corpo tem uma combinação de aço inoxidável e vidro que passa uma sensação de resistência sem deixar o aparelho pesado. Quando ele está fechado, não há vãos significativos entre os dois lados da tela e a espessura do aparelho nessa posição é próxima à do V3 original, então ele realmente parece prático de levar por aí como você preferir.

O “queixo” abaixo do display principal abriga o leitor de digitais na parte frontal e, na inferior, o conector USB-C em meio a uma grande área de saída de som – com o espaço extra dessa parte, o aparelho conta com uma câmara acústica para melhorar a qualidade sonora – mesmo assim, o áudio de mídia e games só sai por ali, então nada de som estéreo no novo Razr. Essa área ainda abriga a antena do dispositivo, o que a fabricante diz ajudar a melhorar a recepção de sinal. A Motorola ainda apontou que o Razr é resistente a respingos de líquidos, mas como ele não tem certificação IP, não foi feito pra aguentar submersão.

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Sobre as câmeras, temos apenas uma em cada lado do aparelho. O sensor externo é o principal e tem 16 MP, abertura de f/1.7 e função Night Vision para melhorar capturas noturnas. Quem quiser uma experiência de selfies mais tradicional pode abrir o aparelho para usar a câmera interna de 5 MP e abertura de f/2.0. A qualidade das imagens parece boa em um primeiro momento, mas só com mais tempo de teste poderíamos avaliar com certeza.

Bateria e processador: meio-termo em prol do formato

Como o objetivo principal da Motorola era acertar o design do smartphone dobrável, a fabricante fez concessões que provavelmente não vão agradar quem gosta de listas de especificações mais avançadas. Por causa do tamanho e do formato dobrável, o maior sacrifício foi o da bateria, quem tem capacidade de 2.510 mAh – o que parece pouco para um celular dessas dimensões.

Para compensar a falta de capacidade energética, a empresa teve que fazer outras concessões – o que inclui a já citada resolução limitada da tela principal, entre HD e Full HD. Outro ponto impactado foi a escolha do processador Snapdragon 710, que faz parte da linha de chips da Qualcomm que entrega um desempenho ligeiramente inferior ao da série 800 da empresa, mas gasta bem menos energia.

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Memória, software e extras

Além do Snapdragon 710, o hardware do Razr inclui 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, o que deve ser o suficiente para que ele rode todo tipo de aplicativo e jogo sem dificuldades perceptíveis. Novamente, precisaríamos testar o aparelho por mais algum tempo e instalar games e softwares pesados para ter certeza do desempenho, mas a impressão inicial é a de que ele está funcionando com agilidade e sem engasgos.

O celular vem de fábrica com o Android 9.0 Pie da Motorola, próximo do padrão adotado pela Google tanto no visual quanto na utilização – com exceção das funções extras já citadas. O Razr não apenas conta com o gesto de atalho com o pulso para abrir a câmera, mas também tem o movimento do Moto Ações para ligar a lanterna sem tem que apertar nada ou abrir o celular, algo que os usuários de aparelhos da marca apreciam.


Fotos: Divulgação - Fonte: Divulgação