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Procrastinação: o que é e como vencer?

Traços de personalidade e comportamentos podem nos ajudar a compreender um pouco melhor as raízes do problema.

01/07/2019 07:09

A procrastinação é muitas vezes conhecida como a mania de “deixar tudo para depois”, porém, essa definição pode ser muito simples para um problema com origens profundas.

Sim, a procrastinação é apenas um dos sintomas de algo muito maior e mais grave, por isso requer sua total atenção, além das ferramentas certas para você aprender a lidar com esse comportamento e se livrar de vez do título de “procrastinador”, seja no trabalho, nas finanças, na vida pessoal, ou até mesmo nas relações afetivas.

Apesar do que aponta o senso comum, procrastinadores não são pessoas descompromissadas, pelo contrário, possuem uma série de características que denotam um estado constante de preocupação, muitas vezes associado à ansiedade.

Tais traços de personalidade e comportamentos podem nos ajudar a compreender um pouco melhor as raízes do problema. Normalmente, pessoas com tendência de deixar tudo para a última hora:

Apresentam comportamento de fuga da realidade;

- Tendem a ser muito inseguras;

- Não possuem ferramentas suficientes de autoconhecimento;

- Têm medo de entrar em contato consigo, com a sua essência, e se decepcionar;

- Apresentam resistência a mudanças;

- Têm muito medo de críticas;

- São muito exigentes;

- Entre outras características.

Além disso, existe uma característica presente em todo procrastinador que fica escondida bem lá no fundo, no inconsciente.

Justamente por isso essa característica pode ser uma das mais difíceis de se reconhecer, aceitar e, por fim, começar a mudança real que faz com que a pessoa consiga parar de enrolar e acabar de vez com a procrastinação.

A característica oculta do procrastinador

Deixar tudo para o último minuto é apenas uma consequência da procrastinação. Inconscientemente, o procrastinador tenta, quase que desesperadamente, conseguir que alguém faça as coisas por ele e esse alguém pode ser um amigo, uma namorada, a mãe, o pai, ou qualquer outra pessoa envolvida no núcleo de relacionamentos dessa pessoa.

Enquanto esse salvador milagroso não aparece, o procrastinador, munido de todas as suas inseguranças, continua a desafiar o tempo, causando prejuízos a si mesmo e para as pessoas com as quais convive. Em resumo, (ainda que a princípio possa doer um pouco) isso quer dizer que a pessoa que procrastina não assume a responsabilidade diante da sua própria vida, e vive sempre à espera de que fatos externos possam salvá-la, retirar a carga das ações e reações que fazem parte da vida e são saudáveis ao convívio social.

Ou seja, a característica oculta do procrastinador é permanecer em uma condição quase que infantil, na espera de que em algum momento alguém vá lhe estender a mão e oferecer a solução ideal para o seu problema.

Então, como eu posso parar de procrastinar?

Uma vez que você tenha assumido e reconhecido que é a única pessoa responsável pela sua vida, já estará em um estado mental apto a absorver novos padrões de comportamento que podem ser mais benéficos para a sua vida. É preciso entender que sempre que estamos diante de um desafio, uma situação inusitada ou desconfortável, nosso corpo vai reagir de acordo com a “bagagem” que acumulamos ao longo da vida.

Muitas pessoas com o perfil procrastinador tendem a se livrar um pouco do peso dessa bagagem terceirizando as consequências negativas para outras pessoas.

Dessa forma, fica mais leve carregar na malinha só o que é bom e dizer que “bem, não fui eu, ele ou ela que fez e agora deu errado”.

Mas, como já vimos, trata-se de um estado de segurança e conforto ilusórios, que não trazem felicidade real e nem sensação de realização.

Quantos sonhos você já deixou escapar? Quantos projetos você já deixou em aberto? Você acha que tem valido a pena?

Se você fez uma autoanálise e concluiu que todo esse tempo esteve se sabotando e está pronto para assumir a total responsabilidade pela sua vida, já fez um grande progresso e deve se sentir bem por ter chegado até aqui. Porém, vale ressaltar que toda essa reflexão foi elaborada a princípio em níveis conscientes. Você se lembra que o subconsciente é responsável por 95% de toda nossa mente e apenas 5% estão no nível da mente consciente?

A maioria das técnicas de cura trabalha no nível da consciência. É praticamente uma guerra perdida contra as crenças e pensamentos armazenados na sua mente inconsciente.

Ou seja, por mais que você identifique que precisa mudar seus comportamentos para dar fim ao ciclo de autossabotagem e consequentemente procrastinação, há padrões inconscientes que você ainda não consegue acessar.

Há algumas técnicas e práticas que podem te ajudar a conhecer níveis além da consciência e alcançar seus objetivos e propósitos de forma mais fluida.

Importante sempre buscar esclarecimentos e ajuda de um profissional !



Fotos: Divulgação - Fonte: Divulgação